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Bom para Criança

Tag: bom para criança

Umizoomi | 3+

Um bicho de sete cabeças para muitas pessoas, aprender matemática pode ser muito gostoso e divertido! A série de animação Umizoomi traduz em uma linguagem lúdica e focada nas crianças em idade pré-escolar conceitos temidos por muitos adultos, como problemas envolvendo medidas, formas geométricas e contas simples de álgebra.

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A série de animação Umizoomi, produzida pelo Nickelodeon, é um bom exemplo de como trabalhar com conceitos educativos de forma lúdica e sem deixar de lado o entretenimento. As histórias dos episódios giram em torno da matemática, e introduzem de forma leve um conhecimento temido por muitos adultos, mas que pode ser facilmente apreendido pelas crianças.

Os protagonistas da série são Milli, Geo e Bot, três super heróis que formam a Equipe Umizoomi, e cada um deles tem um tipo de poder matemático e estão dispostos e a trabalharem juntos para resolverem os problemas das crianças da Umi Cidade.

Milli é uma menina com o “Poder do Desenho” e o “Poder da Medida”, que a permite mudar as cores de seu vestido, tirar desenhos e completar imagens. Irmão mais novo de Milli, Geo possui o “Poder da Figura”, que fazem com que ele tire formas geométricas de seu cinto mágico para criar objetos utilizados nas missões. E o Bot é um robô amigo de Milli e Geo, que possui em sua barriga uma tela chamada de “Tele-Tele-Barriguinha”, onde os personagens pedem ajuda para outras crianças da Umi Cidade. Ele também é capaz de esticar seus braços e tirar coisas uteis de dentro do seu corpo.

Em uma lógica de narrativa interativa, próximo aos roteiros de Dora, a Aventureira, Umizoomi estimula os telespectadores a responderem às perguntas e solucionarem junto com os personagens os problemas levantados nos episódios, alguns normais e outros fantásticos que envolvem soluções utilizando formas geométricas, lógica matemática, medidas e contas de álgebra. Para quem não conhece, vale a pena assistir com o seu filho e observar como ele reaje às histórias!

Sobre a animação

Umizoomi é uma série de animação musical focada no público pré-escolar e produzida pela Nickelodeon Animation Studios. Ela mistura animaçãoo 3D, elementos de animação em flash e imagens gravadas. No Brasil, a série é transmitida pela Nick Jr. e pela TV Cultura, no programa Quintal da Cultura. Além de disponível no catálogo do Netflix.

Umizoomi

Público-alvo: 3+ | Crianças em idade pré escolar
Série de animação: 4 temporadas | 78 episódios x 24 minutos
Exibição: TV Cultura no programa Quintal da Cultura, Nick Jr. e Netflix

Para conversar com as crianças

  • Milli, Geo e Bot tem cada uma habilidade diferente. Será que o seu filho consegue te contar que super poder cada um dos personagens tem? E o que eles fazem com este super poder?
  • Umizoomi também mostra muitas brincadeiras com cores e formas que estão presentes nas situações cotidianas da nossa vida. Que tal a gente observar as formas que estão ao nosso redor?
  • Para crianças maiores, os pais também podem mostrar como a matemática ajuda a resolver problemas no dia a dia. Onde podemos ver números? Ao ligar para um número no telefone, apertar o andar no elevador, ao fazer uma conta e receber o troco…

por Silvia Dalben

Por trás das telas: Entrevista com Beth Carmona

O que observar na hora de escolher conteúdos digitais para o seu filho? “Tudo é uma questão de equilíbrio. Essas ferramentas podem ajudar e podem desenvolver até habilidades cognitivas. Retirar essas possibilidades das crianças, ou afastar delas esses devices por medo é uma bobagem. Porque por uma via ou outra as crianças estão nesse mundo, e a sociedade que a gente vive é essa.”

Crédito: Gal Oppido/ Reprodução Internet

Crédito: Gal Oppido/ Reprodução Internet

Quando assistimos aos programas de televisão infantil, muitas vezes não paramos para pensar nas pessoas envolvidas em sua criação e produção. No Brasil, uma das maiores especialistas nesta área é Beth Carmona, que começou sua carreira na década de 1990 como Diretora de Programação da TV Cultura e envolvida na produção de sucessos como “Rá-tim-bum”, “Castelo Rá-tim-bum” e “Confissões de Adolescente”.

Beth Carmona também trabalhou na Discovery Latin America, na The Walt Disney Company Brasil, como presidente da TVE RJ-Brasil por quase cinco anos, além de prestar consultoria para canais como Gloob e Discovery Kids. Uma vasta experiência que lhe deu bagagem para alçar voos maiores e lançar o ComKids, uma plataforma digital que propõem discutir a produção de conteúdos digitais, interativos e audiovisuais de qualidade para crianças e adolescentes, com foco no Brasil e na América Latina. Entre as atividades de maior destaque do ComKids, está o Festival Prix Jeunesse Iberoamericano, realizado desde 2009 em colaboração com a edição internacional que acontece na Alemanha.

Veja mais em www.comkids.com.br

Já há alguns anos acompanho o trabalho do ComKids pela internet, e tive o prazer de conversar com Beth Carmona durante o Rio Content Market, onde ela mediou várias palestras sobre produção de conteúdo digital para crianças e adolescentes, entre novos projetos de séries de TV, aplicativos e games. Divido com vocês a seguir um pouco desta conversa.

Bom para criança: O que os pais devem observar na hora de escolher conteúdos digitais para mostrar para o seu filho?

Beth Carmona: É engraçado, pois eu sinto que ainda existe uma barreira muito grande, e uma dúvida dos pais em relação a que tipo de conteúdo eles vão assistir na internet, ou opiniões como “Eu não deixo o meu filho assistir vídeos na internet” assim como existia há alguns anos a postura “Eu não deixo o meu filho assistir televisão” ou “Eu não deixo meu filho jogar vídeo game.”

Enfim, eu acho que tudo é uma questão de equilíbrio. Essas ferramentas podem ajudar e podem desenvolver até habilidades cognitivas. Retirar essas possibilidades das crianças, ou afastar delas esses devices por medo é uma bobagem. Porque por uma via ou outra as crianças estão nesse mundo, e a sociedade que a gente vive é essa.

Informação é tudo. Os pais precisam se informar, conversar, trocar ideias. E hoje é tão bom a gente ter acesso ao conhecimento e à informação de uma maneira tão imediata. Todo mundo tem. E as crianças já nascem com essa habilidade.

O que a gente precisa ensinar para os nossos filhos é saber o que escolher, da mesma forma como quando vamos a uma feira e precisamos separar o que é bom do que é ruim. O que é qualidade? Onde encontro qualidade? Essas são as perguntas que os pais devem se fazer, e são exercícios que fazemos muito dentro do ComKids.

Bom para criança: Como surgiu o ComKids?

Beth Carmona: O ComKids nasceu de uma iniciativa da ONG Mídia Ativa, fundada por mim, num momento em que tive uma intensa experiência com produção de séries de televisão na TV Cultura, nos anos 1990. Eu acredito que a gente fez uma história linda lá dentro, produzindo, programando e descobrindo as crianças na televisão. Numa época em que a TV Aberta relegava as produções infantis para o horário da manhã, sem entender que criança estava por trás e que existia inteligência no mundo infantil.

O Mídia Ativa foi inspirado em algumas experiências internacionais que eu tive a sorte de participar, algumas fundações e grupos profissionais que trabalham com criança, e essa é uma comunidade muito apaixonada que se encontra em vários lugares e vai trocando experiências, evoluindo, discutindo linguagens.

Quando o ComKids nasceu como selo, o objetivo não era só falar de televisão, mas falar de uma maneira geral o que é produzir conteúdo infantil nas mais diversas plataformas, com que tipo de preocupação, com que tipo de realidade, com que tipo de cuidado, ética responsabilidade. O ComKids está sempre discutindo entretenimento e educação, mas também falando de criatividade e de linguagem.

Bom para criança: Quais são as principais atividades promovidas pelo ComKids?

Beth Carmona: O ambiente da plataforma ComKids acolhe produtores, criadores, educadores, pessoas que se interessam por este assunto e que de alguma forma querem entrar em contato, trocar experiências e saber o que está acontecendo. Tempos um caráter informativo, mas também temos um caráter de formação pois realizamos seminários, workshops e publicações que são disponibilizadas no site gratuitamente.

A nossa comunidade está focada principalmente naqueles que produzem conteúdo para crianças em português e em espanhol, pois acreditamos que a nossa cultura precisa estar melhor representada, e a gente acha que a América Latina tem um jeito de educar, de ver e de criar que pode contribuir e muito para um debate global sobre o assunto. O selo ComKids foi criado em 2009 e estamos indo para o sétimo festival ComKids Prix Jeunesse.

por Silvia Dalben

Meu Amigãozão e o Livro Mágico | 5+

A série de animação brasileira que já faz o maior sucesso lançou agora um jogo para celular de Realidade Virtual que funciona com o óculos CardBoard. É muita inovação!

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Acho que todo mundo já conhece a série “Meu Amigãozão”, que faz o maior sucesso no Discovery Kids, não é? A série 100% brasileira lançada em 2010 foi, junto com Peixonauta, uma das primeiras séries de animação nacional, fruto do trabalho de Andrés Lieban e André Breitman que são um dos pioneiros desta indústria no Brasil.

Como a inovação é uma das característica deste time de artistas empreendedores, a dica de hoje é sobre um aplicativo de Realidade Virtual que eles acabaram de lançar para celular e que conhecemos durante o Rio Content Market, uma feira de conteúdos promovida pela ABPITV em março de 2016.

Neste jogo super interativo, as crianças embarcam em uma aventura com o Golias, o Bongo e a Nessa em busca de maças para a festa que eles estão organizando. Você pode controlar o voo da nave com os movimentos do celular ou com o óculos de Realidade Virtual CardBoard.

O desafio é pegar o máximo de maças que você conseguir! Mas cuidado para não bater nas borboletas ou nos obstáculos no meio do caminho. O jogo tem três fases e, no final, as crianças chegam em uma festa no parquinho.

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Sobre o aplicativo

Este jogo para celular permite controlar os comandos com o acelerômetro do celular ou utilizando o óculos de Realidade Virtual CardBoard. Este é um tipo de óculos desenvolvido pelo Google que é feito com papelão e você pode comprar um aqui.

O jogo está disponível para download na Google Play para smartphones Android e na Apple Store para iPhone.

MEU AMIGÃOZÃO E O LIVRO MÁGICO

Público-alvo: 5+
Download na Apple Store para iPhone e na Google Play para smartphones Android.
Valor: Grátis na Apple Store e US$ 0,99 na Google Play

PARA CONVERSAR COM AS CRIANÇAS

  • Vocês viram que esse jogo é diferente? Ao invés de você controlar com a mão, você controla ele com os movimentos da cabeça e dos olhos. Muito legal, não é? Aproveite para explicar para o seu filho o que é Realidade Virtual, um universo imersivo que permite você interagir com objetos que só existem no mundo digital.
  • Explore também a percepção do seu filho para o cenário e os objetos do jogo. Peça a ele para descrever como é o caminho, o que ele encontra, como ele faz para desviar dos obstáculos e coletar as maças, se ele encontrou o Golias, o Bongo e a Nessa. É importante observar como a criança consegue perceber esse cenário 3D, se ela consegue interagir com os objetos e se ela tem uma relação positiva com esse tipo de tecnologia.

por Silvia Dalben

História de um urso | 5+

E o Oscar vai para… este curta-metragem chileno ganhador da estatueta de melhor curta metragem de animação demonstra como é possível contar uma história triste e sobre traumas para as crianças, partindo de um ponto de vista lúdico e com uma identidade estética que representa a América Latina.

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O filme brasileiro “O menino e o mundo” não ganhou o Oscar este ano. Indicado na categoria de melhor longa metragem de animação, já era esperado este resultado tendo em vista que ele competia com outros dois candidatos favoritos ao prêmio: “Divertida Mente” da Pixar, que levou a estatueta, e “Shaun, o carneiro”, da Aardman Animation. Mas só a indicação já foi um grande prêmio para Alê Abreu, e um feito inédito que significa muito para a animação brasileira.

Agora, pelo menos para mim, a grande surpresa da noite foi a vitória de “A história de um urso” na categoria de melhor curta metragem de animação. Produzida pelo estúdio chileno Punk Robot, esta animação levou para o Chile a primeira estatueta da história do país e desbancou nada menos do que outro candidato da Pixar, o curta “Sanjay’s Super Team”.

A dica desta semana é então especial, pois a vitória deste curta e a indicação do longa brasileiro colocam de vez a animação produzida na América Latina no mapa do cinema mundial.

O curta “História de um urso” se baseia na história do avô do diretor que ficou dois anos preso durante a ditadura de Pinochet e depois se exilou na Espanha e na Inglaterra.

Contada em formato de fábula e através de metáforas, o filme tem como eixo principal um realejo que retrata a história de um pai urso que é sequestrado por agentes fardados, afastado de sua família e obrigado a trabalhar em um circo junto com outros animais.

A saudade apertava, e o pai urso nunca esqueceu sua família. Um dia ele então toma coragem e resolve fugir do circo com sua bicicleta, logo após um número em um espetáculo. Ele consegue andar rápido e se afastar dos agentes fardados que o perseguiam. E enfim reencontra a sua esposa e o seu filho.

Apesar de ter como pano de fundo uma história dramática e triste, que retrata as feridas da ditadura chilena que são muito próximas da realidade também vivida pelo Brasil e pela Argentina, as escolhas estéticas e de narrativa tornam este filme leve e próprio para as crianças.

Sobre a animação

O curta “História de um urso” é produzido pela Punk Robot, uma produtora de animação chilena que também está por trás da série de animação “Flipos”, disponível no Netflix.

Uma das coisas que mais se destacam no filme é a delicadeza da trilha-sonora, inspirada no som dos realejos, e as ações dizem por si só, o que descarta diálogos e torna a história universal, sem a necessidade de tradução e acessível para todos os públicos.

A direção de arte abusou dos tons sépia, fazendo referência a fotografias antigas e recordações de família. A história da ditadura na América Latina já terminou há algum tempo, e muitos dos protagonistas dessa luta talvez hoje já sejam avós, o que justifica uma representação nostálgica de uma história que nunca será esquecida pela América Latina.

HISTÓRIA DE UM URSO
Público-alvo: 5+ | Para todas as idades
Curta metragem produzido pelo estúdio chileno Punk Robot e vencedor do Oscar 2016 de melhor curta metragem de animação
Duração: 10’18” | Disponível no Youtube

Para conversar com as crianças

  • É importante também ensinarmos para as nossas crianças sentimentos como tristeza, saudade, melancolia. Um dos temas que podem ser abordados depois de assistir essa história é perguntar porque o Papai Urso ficou triste. Ele está com saudades do filhinho dele? Você tem saudade de alguém? No final, o papai urso reencontra a sua família?
    • Um outro tema que pode ser abordado é a questão de manter os animais em jaulas, como explorado em muitos circos. Isso é legal? Onde os animais queriam estar? Eles estão tristes ou felizes? É certo manter os animais presos?

    por Silvia Dalben

Sago Mini Space Explorer | 3+

Neste aplicativo da Sago Mini, as crianças podem explorar o espaço guiando um cachorro-astronauta em uma aventura por planetas, estrelas, foguetes, satélites, robôs e ETs.

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Os aplicativos da Sago Mini são sempre uma boa dica para ensinar as crianças a explorar a interatividade de forma lúdica, divertida e positiva. Similar ao Ocean Swimmer, o aplicativo Space Explorer também é um endless game onde os pequenos interagem com Harvey – um cachorro-astronauta – em uma aventura entre planetas, estrelas, foguetes, satélites, robôs e ETs.

Desenvolvido especialmente para crianças em idade pré-escolar, este aplicativo é super simples, sem regras nem instruções. Com apenas o toque dos dedos, as crianças viajam com Harvey pelo cenário e encontram algumas bolinhas amarelas que indicam os locais onde ele pode interagir com os objetos.

Ao aproximar Harvey desses pontinhos amarelos, surgem animações engraçadas como um abraço em um robô, um picnic interestelar, um marshmallow sendo aquecido pelo Sol, um planeta que solta um pum! (Lógico que esse é o favorito do meu filho de três anos.)

O jogo começa com uma animação de uma casa com uma antena parabólica no telhado e, quando as crianças tocam nela, aparece Harvey com seu capacete de astronauta flutuando em direção ao espaço. Ao encostar o dedinho em Harvey, o jogador vai indicando a direção de seus movimentos, descobrindo por conta própria os vários objetos espalhados por este cenário sem fim.

Sago Mini é um aplicativo que estimula a criatividade e a imaginação das crianças que, a cada brincadeira, contam uma nova história.

Sobre o aplicativo

A Sago Mini é uma empresa canadense que desenvolve aplicativos para crianças, tendo sempre como premissa estimular a criatividade, a experimentação e a auto-expressão. Os aplicativos desenvolvidos pela empresa são sempre muito coloridos, com boas animações, uma pitada de humor, trilha-sonora e sound effects impecáveis. Sem regras e instruções, eles permitem que os pequenos se divirtam de forma livre e sem a necessidade de assistência dos pais.

SAGO MINI SPACE EXPLORER
Público-alvo: 4+ | Crianças em idade pré-escolar
Disponível para download na Google Play por R$ 2,50 e na iTunes Store por US$ 2,99.

PARA CONVERSAR COM AS CRIANÇAS

  • Este é um jogo que estimula muito a criatividade. Para explorar ainda mais as possibilidades, peça para as crianças contarem uma história ao longo da brincadeira, narrando as ações do cachorrinho e as animações que acontecem ao longo do cenário.
  • Você também pode pedir para seu filho identificar os objetos do cenário, como planetas, estrelas, satélites, e aproveitar para explicar para que serve cada um deles. Mostrar para ele que o cachorro está usando um capacete porque no espaço ele não consegue respirar, por exemplo, e que ele flutua porque lá não existe gravidade.

por Silvia Dalben

Universidade das Crianças | 4+

Mas por quê? Sabe aquelas perguntas intermináveis que as crianças formulam e deixam a gente sem resposta? Muitas delas podem ser respondidas pelo projeto Universidade das Crianças

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A curiosidade infantil não tem limites, e as crianças têm um jeito único de olhar para as coisas que as vezes deixam nós, pais, encabulados. Como buscar respostas para os infindáveis questionamentos? E porque sim não é resposta!

Inspirada nesse problema, a pesquisadora Débora d’Ávila, da UFMG, criou o projeto Universidade das Crianças há dez anos e busca encontrar respostas para as várias perguntas feitas por crianças, transformando o conteúdo em um site, em livros, programas de rádio e vídeos de animação.

www.universidadedascriancas.org

Para muitas destas perguntas, a ciência tem uma resposta, e para outras não. Mas o mais importante é estimular nas crianças a dúvida e os questionamentos, motivando-as a testar, experimentar,e fazer novas perguntas.

No site, é possível navegar num vasto banco de dados com várias perguntas feitas por crianças do mundo todo, e algumas destas perguntas deram origem a pílulas de rádio e a vídeos de animação super fofos.

Recentemente, o projeto também lançou dois volumes da coleção “Que cegonha o quê!”, livros que explicam de maneira didática e bem divertida como nascem os bebês, passando pelas diferenças entre meninos e meninas e chegando até a explicações sobre genética e DNA.

Sobre o Universidade das Crianças

Este é um projeto de extensão do Instituto de Ciências Biológicas e do Núcleo de Divulgação Científica da Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolvido desde 2006, que tem como missão transmitir às crianças a paixão pela ciência e levá-las a conhecer e a cuidar de seu próprio corpo.

A coordenação do projeto é da professora Débora d’Ávila, e envolve também vários pesquisadores, professores, alunos e artistas, como Fabiano Bomfim e Marcela Werkema, diretores dos vídeos de animação.

Falando um pouco sobre metodologia, o projeto começa com visitas às escolas, e as crianças são estimuladas a fazer perguntas sobre o corpo humano e o meio ambiente, que são colocadas em uma caixa lacrada. Ao receberem a caixa, os pesquisadores, alunos e professores buscam respostas para as perguntas e voltam à escola para uma oficina, onde vão discutir as questões apresentadas.

As respostas das perguntas dão origem a textos que são publicados no site www.universidadedascriancas.org. E algumas destas perguntas e respostas são gravadas e se transformam em programas de rádio veiculados pela Rádio UFMG Educativa e em curtas-metragens de animação. Os vídeos são também traduzidos para inglês e espanhol, e já ganharam prêmios em vários festivais ao redor do mundo.

O projeto é financiado pela Proex-UFMG, pela FAPEMIG e pelo CNPQ.

UNIVERSIDADE DAS CRIANÇAS

Público-Alvo: 4+ | Crianças que já despertaram para os questionamentos infantis e gostam sempre de perguntar o por quê das coisas para pais e professores
Todo o conteúdo do projeto está reunido no site www.universidadedascriancas.org
Os vídeos também podem ser vistos no canal do projeto no vimeo: https://vimeo.com/unicriancas

PARA CONVERSAR COM AS CRIANÇAS

  • A minha sugestão é mostrar para o seu filho primeiramente os vídeos, para ver que reação ele vai ter. Aproveitar esse primeiro contato para perguntar se ele também tem essas mesmas dúvidas, se ele ficou surpreso com a resposta, e estimulá-lo a fazer novos questionamentos.
  • A segunda etapa, para os já alfabetizados, é mostrar o extenso banco de dados de perguntas feitas por crianças disponível no site. Ensinar as crianças a navegar pelas perguntas e mostrar que as mesmas dúvidas que elas têm, uma criança do outro lado do mundo também tem.
  • A terceira etapa seria estimular o seu filho a participar do projeto, formulando e enviando suas próprias perguntas através do site.

por Silvia Dalben

Mundo Bita | 2+

Sucesso no Youtube e no Netflix, Bita é um personagem carismático que tem um bigode laranja e usa sempre uma cartola. As animações se destacam pelas músicas originais e pelas ilustrações com traços simples e coloridos que se aproximam do universo infantil.

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A Galinha Pintadinha foi o primeiro sucesso brasileiro feito para crianças a fazer sucesso no Youtube, e vários artistas e animadores brasileiros tentaram seguir o mesmo caminho com outros projetos depois dela. Mas nenhuma dessas iniciativas pós-Galinha Pintadinha se destacaram tanto e alcançaram tanto sucesso como o Mundo Bita, produzido por um grupo de amigos pernambucanos desde 2011.

Um dos grandes destaques do Mundo Bita é a originalidade das músicas, que não são velhas conhecidas do público brasileiro e nem por isso perdem o interesse das crianças e de seus pais. Os arranjos tem um “Q” de Música Popular Brasileira, com muito violão e percussão suave. E o mais legal é que Chaps Melo, que criou o personagem Bita e idealizou todo o projeto, é também o cantor e o compositor das músicas, criações inspiradas nas suas filhas.

Outro destaque para esta produção são os desenhos com traços simples que se aproximam do universo infantil, e sempre muito coloridos, com cores vivas e alegres.

A motivação para a criação do Mundo Bita surgiu em 2011, quando Chaps Melo se tornou pai e começou a questionar a qualidade das produções brasileiras de conteúdo para criança. Na busca por um tema para decorar o quarto de sua filha, ele acabou optando por desenhar um personagem, e foi assim que surgiu o Bita, esse personagem carismático e gordinho, com um vasto bigode laranja e uma cartola, e que está sempre acompanhado dos amiguinhos Tito, Lila e Dan.

Sobre a animação

Mundo Bita é uma criação da produtora Mr. Plot e possui três séries de vídeos musicais – “Bita e os animais”, “Bita e as brincadeiras” e “Bita e o nosso dia”- além de mais de vinte aplicativos para celulares e tablets, e um curta-metragem.

Os vídeos são exibidos no intervalo do Discovery Kids e também fazem muito sucesso no Youtube e no Netflix, além da venda de DVDs. O maior sonho da equipe da Mr. Plot é criar uma série com 52 episódios para a TV.

MUNDO BITA
Vídeos musicais compostos pela série Bita e os animais e Bita e as brincadeiras
Público-alvo: 2+ | Crianças em idade pré-escolar
Onde passa: Youtube, Netflix, Discovery Kids e também disponível em DVD
Veja mais: www.mundobita.com.br e www.youtube.com/MundoBitaVEVO/videos

Para conversar com as crianças

  • Os primeiros vídeos da série Mundo Bita, que são os vídeos com mais visualizações no Youtube, tinham como temática os animais. Os pais podem aproveitar essas músicas para ensinar as crianças o nome dos bichinhos, pedindo para elas encontrarem os peixinhos na música “No fundo do mar”, ou perguntarem onde está o macaco e o leãozinho na música “Como é verde na floresta”.
  • No Mundo Bita, também temos vídeos sobre aqueles hábitos que sempre temos que insistir no dia a dia para ensinar para as crianças, como tomar banho, trocar de roupa, hora de papar. Os vídeos podem ser usados como uma forma lúdica para ensinar as crianças esses hábitos sem se tornar repetitivo.
  • Por fim, a nova série de vídeos do Mundo Bita sobre as brincadeiras é uma boa oportunidade para estimular as crianças a brincar em grupo, se sociabilizar, e ensinar a elas alguns jogos simples e super divertidos, como soltar pipa, brincar de pega pega, de boneca, jogar bola, desenhar.

por Silvia Dalben

The Hive | 3+

Esta série de animação super fofa se passa em uma colmeia e tem como personagens principais as abelhas, além dos diversos amigos insetos. As histórias retratam situações comuns presentes na vida de uma criança em idade pré-escolar, como a família, ter irmãos, a amizade, a escola, as brincadeiras no parquinho. É muito legal e as crianças adoram!

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As aventuras são protagonizadas por Zumzum, uma abelhinha de 5 anos muito fofa, um pouco tímida também, que sempre se envolve em enrascadas e conta com a ajuda dos amigos e de sua irmã mais velha, a Nely, para resolver os mais variados problemas. Ele mora com seus pais na grande colmeia do jardim, e também tem uma irmã mais nova, a Bebelha.

The Hive retrata em cada um dos episódios os mais variados sentimentos e dilemas presentes nos primeiros anos de vida de uma criança. De forma positiva e delicada, os personagens aprendem a lidar com sentimentos como o medo, o ciúme, a competição, a disputa, a perda de algum objeto. E encontram soluções para os mais variados problemas, pois nem sempre as coisas saem exatamente como esperamos.

Os cenários e as relações entre os personagens são o ponto alto da narrativa desta série de animação. Elas representam lugares e situações comuns ao universo infantil e ajudam a criar a empatia com o público que se identifica com as histórias. Os cenários alternam entre a casa de Zumzum, o parquinho onde ele se encontra com os amigos, a escola e a mercearia onde vai comprar ingredientes para ajudar a mamãe a preparar comidas muito gostosas.

Sobre a animação

The Hive é uma série de animação Britânica produzida em parceria com várias produtoras – DQ Enterteinment, Lupus Films, Monumental Productions, Picture Production Company, Hive Enterprises and Bejuba! Entertainment. Estreou em 2010 nos canais Disney Junior, Tiny Pop e CTIV. Possui duas temporadas com 78 episódios de 7 minutos. No Brasil, está disponível no Netflix.

THE HIVE

Público-alvo: 3+ | Crianças em idade pré-escolar
Duas temporadas com 78 episódios de 7 minutos
Onde passa: Netflix

Para conversar com as crianças

  • Assistindo The Hive, os pais podem conversar com seus filhos sobre os mais diferentes insetos. Você gosta de insetos? Eles são fofinhos? Você gosta de observá-los? Brincar com eles? Você tem medo de algum inseto?
  • Outro ponto que pode ser abordado são os relacionamentos. Como é a vida do Zumzum? Ele tem uma família? Ele gosta das irmãs dele? Sente ciúmes da irmã mais nova? O Zumzum tem amigos? Ele gosta de brincar no parquinho?
  • E também é uma oportunidade para chamar a atenção das crianças para a solidariedade, as responsabilidades de cada um, as diversas profissões de cada inseto, como elas se complementam e são importantes para todos. Qual a profissão de cada personagem? O Zumzum ajuda seus pais em casa? O que ele faz? Ele ajuda a cuidar da Bebelha? Compra ingredientes para sua mãe preparar comidas gostosas?

por Silvia Dalben

Ben and Holly’s Little Kingdom | 3+

Se você já está cansado de assistir Peppa Pig com seus filhos, aqui vai uma dica que eles vão adorar! Ben and Holly’s Little Kingdom acaba de estrear no Brasil (Netflix) e é dos mesmo criadores da Peppa. A estrutura narrativa e até as vozes são as mesmas. Esta série conta a história de duendes e princesas que vivem num pequeno reino bem distante daqui.

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Ben and Holly’s Little Kingdom se passa num reino bem distante daqui, governado pelo Rei e pela Rainha Thistle que moram no castelo. Eles têm três filhas, a pequena Holly e as gêmeas Daisy e Poppy. Holly é a melhor amiga de Ben, um pequeno duende que mora na “Grande Árvore dos Duendes”, onde fabricam brinquedos e varinhas mágicas, e também cuidam de uma fazenda. Entre os personagens principais que se destacam, há ainda a Baba Plam, a joaninha de estimação Gaston e o Duende Sábio, que estão sempre ajudando as crianças em suas dúvidas, brincadeiras e travessuras.

Em todas as histórias, há um desafio a se vencer. Normalmente, as fadas querem resolver o problema usando mágica, e os duendes acham que a mágica sempre cria muitos problemas e preferem encontrar soluções com trabalho manual mesmo. As histórias criam um universo entre magia e realidade de uma forma bem divertida e interessante, e as crianças adoram.

Em suas aventuras, Ben e Holly ensinam boas lições de como ser um bom amigo, trabalhar em equipe, ter perseverança para encontrar a solução até resolver o problema. Apesar de estarmos falando de personagens fictícios, como duendes e fadas, o conteúdo das histórias é bem realista, e isso é o que mais fascina nesta série de TV, pois ele trata de problemas reais que acontecem na vida de uma criança pequena de forma leve e lúdica.

E apesar de Ben gostar de soluções mecânicas e Holly de soluções mágicas, as diferenças entre eles não causam sentimentos ruins e, muito pelo contrário, as qualidades de cada um se completam na busca por soluções comuns para o problema e na construção de uma amizade sólida e real.

Sobre a animação

Ben and Holly’s Little Kingdom é uma animação Britânica para crianças pequenas, em idade pré-escolar, criada pela Astley Baker Davies, a mesma produtora por trás de Peppa Pig. Originalmente, ela estreou na Nickelodeon UK, e atualmente passa em 43 canais internacionais ao redor do mundo. No Brasil, a série está disponível no Netflix.

Muitos dos dubladores dos personagens são os mesmos de Peppa Pig, e a música é uma produção de Julian Nott, que também está por trás do grande sucesso britânico Wallace & Gromit.

BEN AND HOLLY’S LITTLE KINGDOM
Público-alvo: 3+ | Crianças em idade pré-escolar
Lançamento: 2009 | 1ª e 2ª temporadas com 104 episódios
Onde passa: Estreou no Nickelodeon UK e passa em mais de 43 países. No Brasil, está disponível no Netflix.

Para conversar com as crianças

  • Os pais podem chamar a atenção de seus filhos para as soluções encontradas por Ben e Holly para resolver os problemas. Que talentos especiais cada um tem que ajudam no trabalho em grupo? Só a mágica consegue resolver tudo?
  • Também é possível conversar com os pequenos sobre a grande amizade de Ben e Holly. Apesar de eles serem bem diferentes, isso por acaso dificulta eles serem amigos? O que seus amigos têm de diferente de você? O que vocês gostam de fazer juntos?
  • Em alguns episódios, Ben e Holly se encontram com humanos e fica nítido que o reino deles é bem pequenininho, do tamanho de uma formiga. Assim, você pode perguntar para o seu filho se ele gostaria de ser bem pequenininho por um dia. O que ele faria? Dá também para estimular a criança a respeitar os insetos e animais pequenos.

por Silvia Dalben

Entrevista com Paula Taborda dos Guaranys

O objetivo do Gloob é oferecer um conteúdo que divirta e inspire as crianças. Transmitimos valores positivos de forma lúdica, evitando a narrativa didática.

Paula TabordaPaula Taborda dos Guaranys é gerente de conteúdo e programação do canal Gloob, lançado pela Globosat em junho de 2012 e que em pouco mais de três anos já conquistou a audiência infantil e ocupa o 8º lugar na audiência da TV por assinatura, a frente de canais como a Globo News. No canal, Paula é a responsável pela estratégia de programação e pelo desenvolvimento de produções originais, ocupando esta posição desde o início do Gloob.

Nesta entrevista, realizada durante o TelasFórum em novembro de 2015 em São Paulo, Paula Taborda fala um pouco sobre como as crianças de hoje consomem mídia, como o Gloob se insere neste contexto e dá dicas de duas séries que são campeãs de audiência no canal – o D.P.A. e o Buuu. Confira!!

Veja o post sobre a série do Gloob “Buuu – Um chamado para a aventura”

BOM PARA CRIANÇA: Como a nova geração consome mídia?

Paula Taborda: Hoje, o conteúdo tem que estar disponível em todas as plataformas. Quando pensamos um conteúdo para o Gloob, não podemos mais pensar só para televisão. O conteúdo precisa estar disponível em todos os lugares, porque a criança não está mais ligada em um só lugar como antes. Na época que a gente cresceu, tínhamos como referência um grande ator, uma estrela de um canal. A criança hoje consegue focar em diferentes atividades e exige mais do conteúdo além da televisão. Desde pequenininhos, elas têm contato com o tablet, o smartphone, então, elas estão em todas as telas e em todos os lugares. E quando planejamos um conteúdo, temos que pensar em toda essa gama de possibilidades. Onde a criança vai estar? Hoje em dia as crianças automaticamente vão para a televisão e tocam na tela, porque elas acreditam que o consumo se dá dessa forma, é uma lógica completamente diferente da nossa.

Trabalhar no Gloob é um aprendizado contínuo. Aprendemos diariamente, desde o lançamento até agora, a entender esse consumo que ainda é fortíssimo na plataforma linear que é o nosso core business. Mas já estamos em todas as plataformas, com um número grande de visualizações em VOD. O Gloob está em todos os lugares. E as crianças estão acompanhando junto, experimentando, vivenciando o canal em cada um desses momentos e em cada uma dessas plataformas.

BOM PARA CRIANÇA: Que tipo de conteúdo o Gloob oferece para as crianças?

Paula Taborda: O nosso objetivo é oferecer um conteúdo que divirta e inspire as crianças. Transmitimos valores positivos de forma lúdica, evitando a narrativa didática. Falamos de diversos assuntos interessantes como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Monteiro Lobato. E tudo isso salpicado ao longo dos programas de uma forma lúdica, para que a criança não perceba: “Oi, estou aprendendo, estão querendo me ensinar alguma coisa!”.

Quando o conteúdo passa a ser didático, muitas vezes a criança se afasta, rejeita o que é apresentado, e não é isso que queremos. Desejamos o contrário, engajar a criança. De que forma podemos abraçar o conteúdo, engajar, criar um personagem que seja apaixonante, fazer com que a criança se identifique com a nossa criação? Por exemplo, tem um personagem em Gaby Estrella que é divertido, comilão, que gosta de brincar e não tem medo de se sujar… Este é o retrato de uma criança real. Tentamos conceituar isso quando desenvolvemos um programa, criando esses personagens. É isso que buscamos. Uma hora ou outra não funciona, mas errar e se desenvolver faz parte do processo de aprendizagem.

BOM PARA CRIANÇA: Quais são os conteúdos campeões no Gloob?

Paula Taborda: D.P.A. – Detetives do Prédio Azul – São três crianças que moram em um prédio. O Tom mora com sua mãe, a Mila com o seu pai e o Capim é o filho do porteiro. E tem uma síndica, Dona Leocádia que se acha dona do prédio e sempre coloca culpa nas crianças para tudo o que está acontecendo.

As crianças têm um clubinho secreto, que ninguém sabe onde é, e ali eles tentam desvendar os mistérios do prédio. A série é uma febre. Já tem 192 episódios produzidos pela Conspiração, uma produção 100% nacional. Foi o primeiro conteúdo exibido pelo canal em junho de 2012, e continua no ar até hoje.

A outra série é o Buuu, que estreou em março de 2015. São quatro crianças: a Isadora, a Chica, o Casca e o Carlinhos, e eles vão para o Butantan e descobrem uma pirâmide subterrânea onde vivem milhões de aventuras para tentar descobrir o soro da imunidade. E aí é uma aventura contra o tempo, eles encontram monstros gigantescos, uma zumbi vegetariana. Tem 3D, tem 2D, tem um pouco de tudo. E as crianças adoram.

por Silvia Dalben