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Bom para Criança

Tag: digital

Umizoomi | 3+

Um bicho de sete cabeças para muitas pessoas, aprender matemática pode ser muito gostoso e divertido! A série de animação Umizoomi traduz em uma linguagem lúdica e focada nas crianças em idade pré-escolar conceitos temidos por muitos adultos, como problemas envolvendo medidas, formas geométricas e contas simples de álgebra.

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A série de animação Umizoomi, produzida pelo Nickelodeon, é um bom exemplo de como trabalhar com conceitos educativos de forma lúdica e sem deixar de lado o entretenimento. As histórias dos episódios giram em torno da matemática, e introduzem de forma leve um conhecimento temido por muitos adultos, mas que pode ser facilmente apreendido pelas crianças.

Os protagonistas da série são Milli, Geo e Bot, três super heróis que formam a Equipe Umizoomi, e cada um deles tem um tipo de poder matemático e estão dispostos e a trabalharem juntos para resolverem os problemas das crianças da Umi Cidade.

Milli é uma menina com o “Poder do Desenho” e o “Poder da Medida”, que a permite mudar as cores de seu vestido, tirar desenhos e completar imagens. Irmão mais novo de Milli, Geo possui o “Poder da Figura”, que fazem com que ele tire formas geométricas de seu cinto mágico para criar objetos utilizados nas missões. E o Bot é um robô amigo de Milli e Geo, que possui em sua barriga uma tela chamada de “Tele-Tele-Barriguinha”, onde os personagens pedem ajuda para outras crianças da Umi Cidade. Ele também é capaz de esticar seus braços e tirar coisas uteis de dentro do seu corpo.

Em uma lógica de narrativa interativa, próximo aos roteiros de Dora, a Aventureira, Umizoomi estimula os telespectadores a responderem às perguntas e solucionarem junto com os personagens os problemas levantados nos episódios, alguns normais e outros fantásticos que envolvem soluções utilizando formas geométricas, lógica matemática, medidas e contas de álgebra. Para quem não conhece, vale a pena assistir com o seu filho e observar como ele reaje às histórias!

Sobre a animação

Umizoomi é uma série de animação musical focada no público pré-escolar e produzida pela Nickelodeon Animation Studios. Ela mistura animaçãoo 3D, elementos de animação em flash e imagens gravadas. No Brasil, a série é transmitida pela Nick Jr. e pela TV Cultura, no programa Quintal da Cultura. Além de disponível no catálogo do Netflix.

Umizoomi

Público-alvo: 3+ | Crianças em idade pré escolar
Série de animação: 4 temporadas | 78 episódios x 24 minutos
Exibição: TV Cultura no programa Quintal da Cultura, Nick Jr. e Netflix

Para conversar com as crianças

  • Milli, Geo e Bot tem cada uma habilidade diferente. Será que o seu filho consegue te contar que super poder cada um dos personagens tem? E o que eles fazem com este super poder?
  • Umizoomi também mostra muitas brincadeiras com cores e formas que estão presentes nas situações cotidianas da nossa vida. Que tal a gente observar as formas que estão ao nosso redor?
  • Para crianças maiores, os pais também podem mostrar como a matemática ajuda a resolver problemas no dia a dia. Onde podemos ver números? Ao ligar para um número no telefone, apertar o andar no elevador, ao fazer uma conta e receber o troco…

por Silvia Dalben

Por trás das telas: Entrevista com Beth Carmona

O que observar na hora de escolher conteúdos digitais para o seu filho? “Tudo é uma questão de equilíbrio. Essas ferramentas podem ajudar e podem desenvolver até habilidades cognitivas. Retirar essas possibilidades das crianças, ou afastar delas esses devices por medo é uma bobagem. Porque por uma via ou outra as crianças estão nesse mundo, e a sociedade que a gente vive é essa.”

Crédito: Gal Oppido/ Reprodução Internet

Crédito: Gal Oppido/ Reprodução Internet

Quando assistimos aos programas de televisão infantil, muitas vezes não paramos para pensar nas pessoas envolvidas em sua criação e produção. No Brasil, uma das maiores especialistas nesta área é Beth Carmona, que começou sua carreira na década de 1990 como Diretora de Programação da TV Cultura e envolvida na produção de sucessos como “Rá-tim-bum”, “Castelo Rá-tim-bum” e “Confissões de Adolescente”.

Beth Carmona também trabalhou na Discovery Latin America, na The Walt Disney Company Brasil, como presidente da TVE RJ-Brasil por quase cinco anos, além de prestar consultoria para canais como Gloob e Discovery Kids. Uma vasta experiência que lhe deu bagagem para alçar voos maiores e lançar o ComKids, uma plataforma digital que propõem discutir a produção de conteúdos digitais, interativos e audiovisuais de qualidade para crianças e adolescentes, com foco no Brasil e na América Latina. Entre as atividades de maior destaque do ComKids, está o Festival Prix Jeunesse Iberoamericano, realizado desde 2009 em colaboração com a edição internacional que acontece na Alemanha.

Veja mais em www.comkids.com.br

Já há alguns anos acompanho o trabalho do ComKids pela internet, e tive o prazer de conversar com Beth Carmona durante o Rio Content Market, onde ela mediou várias palestras sobre produção de conteúdo digital para crianças e adolescentes, entre novos projetos de séries de TV, aplicativos e games. Divido com vocês a seguir um pouco desta conversa.

Bom para criança: O que os pais devem observar na hora de escolher conteúdos digitais para mostrar para o seu filho?

Beth Carmona: É engraçado, pois eu sinto que ainda existe uma barreira muito grande, e uma dúvida dos pais em relação a que tipo de conteúdo eles vão assistir na internet, ou opiniões como “Eu não deixo o meu filho assistir vídeos na internet” assim como existia há alguns anos a postura “Eu não deixo o meu filho assistir televisão” ou “Eu não deixo meu filho jogar vídeo game.”

Enfim, eu acho que tudo é uma questão de equilíbrio. Essas ferramentas podem ajudar e podem desenvolver até habilidades cognitivas. Retirar essas possibilidades das crianças, ou afastar delas esses devices por medo é uma bobagem. Porque por uma via ou outra as crianças estão nesse mundo, e a sociedade que a gente vive é essa.

Informação é tudo. Os pais precisam se informar, conversar, trocar ideias. E hoje é tão bom a gente ter acesso ao conhecimento e à informação de uma maneira tão imediata. Todo mundo tem. E as crianças já nascem com essa habilidade.

O que a gente precisa ensinar para os nossos filhos é saber o que escolher, da mesma forma como quando vamos a uma feira e precisamos separar o que é bom do que é ruim. O que é qualidade? Onde encontro qualidade? Essas são as perguntas que os pais devem se fazer, e são exercícios que fazemos muito dentro do ComKids.

Bom para criança: Como surgiu o ComKids?

Beth Carmona: O ComKids nasceu de uma iniciativa da ONG Mídia Ativa, fundada por mim, num momento em que tive uma intensa experiência com produção de séries de televisão na TV Cultura, nos anos 1990. Eu acredito que a gente fez uma história linda lá dentro, produzindo, programando e descobrindo as crianças na televisão. Numa época em que a TV Aberta relegava as produções infantis para o horário da manhã, sem entender que criança estava por trás e que existia inteligência no mundo infantil.

O Mídia Ativa foi inspirado em algumas experiências internacionais que eu tive a sorte de participar, algumas fundações e grupos profissionais que trabalham com criança, e essa é uma comunidade muito apaixonada que se encontra em vários lugares e vai trocando experiências, evoluindo, discutindo linguagens.

Quando o ComKids nasceu como selo, o objetivo não era só falar de televisão, mas falar de uma maneira geral o que é produzir conteúdo infantil nas mais diversas plataformas, com que tipo de preocupação, com que tipo de realidade, com que tipo de cuidado, ética responsabilidade. O ComKids está sempre discutindo entretenimento e educação, mas também falando de criatividade e de linguagem.

Bom para criança: Quais são as principais atividades promovidas pelo ComKids?

Beth Carmona: O ambiente da plataforma ComKids acolhe produtores, criadores, educadores, pessoas que se interessam por este assunto e que de alguma forma querem entrar em contato, trocar experiências e saber o que está acontecendo. Tempos um caráter informativo, mas também temos um caráter de formação pois realizamos seminários, workshops e publicações que são disponibilizadas no site gratuitamente.

A nossa comunidade está focada principalmente naqueles que produzem conteúdo para crianças em português e em espanhol, pois acreditamos que a nossa cultura precisa estar melhor representada, e a gente acha que a América Latina tem um jeito de educar, de ver e de criar que pode contribuir e muito para um debate global sobre o assunto. O selo ComKids foi criado em 2009 e estamos indo para o sétimo festival ComKids Prix Jeunesse.

por Silvia Dalben